sábado, 17 de dezembro de 2011

Protagonismo juvenil (2ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 2 (30/10 à 05/11)

"A educação deve promover o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantir uma formação política que seria aos jovens participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma." (Ulisses)
A partir deste conceito o curso de especialização Ética, Valores e Cidadania na escola, desde o Módulo 1, vem demonstrando ações reais e possíveis na prática do protagonismo juvenil na escola. Um dos exemplos é a metodologia do próprio curso em questão, trata-se da aprendizagem baseada em problemas e por projetos que demonstra na sua prática o protagonismo de seus alunos e os brilhantes resultados a partir daí.

Outros exemplos, citados por Ulisses e já trabalhados em outras vídeo-aulas, foram:

- Assembleias escolares;
- Grêmios estudantis;
- Estratégias de resolução e de mediação de conflitos (professor como mediador do aluno);
- Estratégias de aproximação entre escola, família e comunidade.

O grande objetivo destes conceitos é transformar o aluno em construtor dos valores morais da sua vida, sendo assim, sujeitos de suas ações e não mero espectadores.


“Protagonismo juvenil é a participação do adolescente em atividade que extrapolam os âmbitos de seus interesses individuais e familiares e que podem ter como espaço a escola, os diversos âmbitos da vida comunitária; igrejas, clubes, associações e até mesmo a sociedade em sentido mais amplo, através de campanhas, movimentos e outras formas de mobilização que transcendem os limites de seu entorno sócio- comunitário ” (Costa, 1996:90) 

Para ser ativo na vida as crianças e adolescentes precisam aprender ou mesmo ter espaço para viver de forma ativa dentro da escola e do seu entorno, por isso o incentivo ao protagonismo juvenil é muito importante.

# Vivência
É interessante relatar que neste assunto tenho experiência como aluna. Na verdade o curso de especialização da USP vem demonstrando na prática que métodos voltados ao protagonismo são produtivos e positivos.
Fiz graduação durante 4 anos e meio, adorei o curso de História na PUC-SP, mas uma das grandes discussões que aconteciam era justamente a distância entre prática e teoria, além das "imposições" das grades curriculares, etc. Todos esses pontos me afastaram de uma possível extensão (mestrado e doutorado), pois considerava egoísta o fato de estudar tanto para a produção de um conhecimento próprio, isto é, importante e enriquecedor somente para mim.
Ao entrar em contato com a metodologia usada no EVC me animei e, felizmente, não me decepcionei com sua prática que foi animadora na prática como docente e na prática de pesquisadora.

# Bibliografia
Vídeo-aula 5: Protagonismo juvenil e participação escolar
Vídeo-aula 6: Educação comunitária e Questões de Gênero na escola
Disponível em: http://www.abpd.psc.br/files/congressosAnteriores/AnaisVIICBPD.pdf
Texto: O que é protagonismo juvenil?
Disponível em: http://www.promenino.org.br/TabId/77/ConteudoId/5649e039-9334-482f-9431-d9059a580ad3/Default.aspx

Nós professores... precisamos de SAÚDE! (1ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Saúde na escola
Semana 1 (23 à 29/10)


A presente disciplina iniciou as atividades introduzindo o formato dos conteúdos aqui trabalhados. Fica claro, para qualquer profissional da área da Educação que a saúde, nos seus significados mais amplos, é de extrema importância no nosso cotidiano.

O objetivo desta disciplina, portanto, é mostrar e estudar às prevenções da saúde, além das suas especificidades que se tornam grandes desafios dentro da sala de aula, como: Bullyng, drogas, limitações físicas e psíquicas, entre outros.

A Profª Paula Fernandes da UNICAMP trouxe, de forma mais aprofundada, o tema da Saúde do professor, a docente levantou alguns problemas comuns aos profissionais desta área, como: problemas na voz, na postura, de stress, entre outros.

Os motivos que levam a estes problemas são diversos e, infelizmente, velhos conhecidos dos professores. Alguns deles são: indisciplina, salário baixo, falta de reconhecimento, pressão da direção, excesso de trabalho, demanda de pais de alunos, desgaste físico, entre outros.



É de conhecimento de todos os educadores, que a má qualidade de vida, causada por todos os fatores descritos acima, levam ao desanimo e a infelicidade, o que acarreta diversos problemas de saúde. Mas, não podemos esquecer também, que alguns problemas estruturais da educação levaram tempo para serem resolvidos.

NÃO SE MATE AGORA!!! 

Apesar de parecer irrelevante ou repetitivo, para continuarmos a buscar melhores condições, precisamos do mínimo de saúde e é por isso que vale a pena seguir algumas orientações mostradas nesta 2ª vídeo-aula.

1) Saúde vocal: água = hidratação; articulação maior; variação do tom = melódica; respiração = melhorar e aprender a respirar.

2) Postura: alongamento, antes de entrar na sala de aula; utilizar o quadro na altura dos nossos olhos; relaxar o corpo como se estivesse sendo puxado.

3) Stress: olhar positivo; atividades físicas; ambiente de trabalho agradável; continuar a capacitação; boas condições de trabalho.



# Vivência
Acredito que, infelizmente, a grande maioria dos professores já passou por situações como as descritas acima. Comigo não foi diferente, na verdade, este ano os meu problemas "físicos" foram mais evidentes.
Problemas no meu ambiente de trabalho, somado a uma alta carga horária e ausência quase que completa de tempo para lazer e esportes, me levaram a crises frequentes de sinusite e rinite alérgica, a grande questão é nunca fui alérgica!!
Tudo isso comprova, que o ambiente e as condições em que estamos inseridos auxilia ou não para uma vida feliz = saudável. Pensando em tudo isso, passei a buscar horários, relações, entre outras coisas, que me realizassem verdadeiramente e tenho grandes expectativas que as crises alérgicas ACABEM.

# Bibliografia
Vídeo-aula 3: Introdução: saúde na escola
Vídeo-aula 4: Saúde do professor
Texto: 8 remédios para o professor e a educação
Texto: Saúde na escola
Disponível em: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=919

Integração: Escola e Comunidade (1ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 1 (23 à 29/10)

"A escola necessita ampliar os espaços educativos, incorporando os recursos da cidade e prioritariamente de seu entorno no desenvolvimento de projetos que contemplem a comunidade como espaço de aprendizagem" (Ulisses)

Para que a escola se torne real se faz necessário o envolvimento com seu entorno, não se trata de uma tarefa fácil, mas se realizada fará das instituições escolares ambientes mais enriquecedores e mais ativos dentro dos problemas reais de seus alunos e de sua comunidade.

A articulação entre escola e comunidade ocorre, segundo Ulisses, de três formas:

- Para "fora" da escola: o bairro como espaço de aprendizagem, seus pontos positivos e negativos, seus problemas e/ou soluções vistas através da perspectiva do aluno.

- Para "dentro" da escola: trazer a vivência para dentro da sala de aula, através da transversalidade. Discutindo e propondo resoluções para temas e problemas investigados no entorno da escola.

- O protagonismo dos estudantes: a participação mais ativa e dinâmica dos estudantes no processo de ensino aprendizagem.

"Toda as ações, no entanto, devem considerar a escola, e seu currículo, como o centro das ações." (Ulisses)

O objetivo aqui não é somente interagir com a comunidade e/ou entorno da escola, mas fazer, como disse Ulisses, que as instituições sejam centro de ações que podem auxiliar não só alunos, mas a comunidade num geral.

Um bom exemplo de atividade de interação entre escola e comunidade são os fóruns, trata-se de articular os diversos segmentos da comunidade, escolar e não-escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno de diversas temáticas, como: ética, democracia e cidadania.

O desenvolvimento dos fóruns podem levar a resoluções de problemas e intervenções viáveis, partindo do olhar da comunidade escolar e não-escolar. Além disso, o fórum pode interagir, ainda, com especialistas ou órgãos, dependendo da temática discutida.

Outro exemplo, da satisfatória integração entre escola e comunidade, são os diversos projetos realizados na favela de Heliópolis em São Paulo, que depois de tantas lutas e vencendo a visível desigualdade social, pode trazer cultura e programas que articularam o entorno das escolas, mas do que isso, tornam a escola "viva" dentro da comunidade, tornando-se, assim, parte fundamental para o desenvolvimento do bairro.










A arquitetura evidencia a desigualdade social na favela de Heliópolis.







Um dos inúmeros projetos realizado na comunidade, que conta com a participação da escola e dos moradores .
 

# Vivência
Ao assistir à estes vídeos e olhar todas estas práticas me senti feliz e triste ao mesmo tempo.
FELIZ porque pude, mais uma vez, visualizar ações reais e possíveis, não pairando os meus pensamentos em meras imaginações.
TRISTE porque infelizmente não vejo, nas escolas particulares onde tenho maior contato, qualquer interesse com o seu entorno, sinto que por vezes ficamos fadados a prestar o serviço que nos pagam e ponto.
Mas o balanço geral é positivo, pois não vejo a impossibilidade dessas ações, mas sim a falta de conhecimento da sua importância, em suma um trabalho árduo, mas que rende, comprovadamente, bons frutos.


# Bibliografia
Vídeo-aula 1: A escola e as relações com a comunidade
Vídeo-aula 2: Fórum escolar de Ética e de Cidadania
Vídeo de apoio: Heliópolis: Bairro Educador
Ministério da Educação - MEC: portal.mec.gov.br
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EnsMed/ec_apres_07.pdf

domingo, 30 de outubro de 2011

Bullying (7ª semana)

Unidade 1 - Interdisciplinaridade, transversalidade e construção de valores
Disciplina: Educação e construção de valores
Semana 7 (17 à 23/10)

É inquestionável que reconhecer a realidade dos sujeitos e da comunidade ajude no trabalho dentro das escolas com as estratégias de projetos e todos os recursos apresentados até aqui na plataforma do curso de Ética, Valores e Cidadania na Escola.

A questão é que vem crescendo de forma positiva o olhar sobre o bullying, isso não quer dizer que tal "fenômeno" não existia, pois há estudos desde a década de 80, o fato é que no Brasil as pesquisas são recentes e começaram em 2003, fazendo com que houvesse maior preocupação com as suas consequências.

Bullying é uma palavra inglesa por não ter significante na língua portuguesa, e trata-se de todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem nos diferentes âmbitos sociais.

"Excluir, humilhar, expor e todas as variantes dessas atitudes de violência moral ou bullying são experiências inevitáveis e nada pode ser feito a respeito." (Kátia Pupo)
Essa citação refere-se aos comentários dos alunos sujeitos da pesquisa realizada pela Profª Kátia Pupo, que critíca e se preocupa com a passividade e a normalidade com que os estudantes olham, praticam e sofrem de bullying. É por isso, que é de extrema importância os estudos e as ações referentes a este assunto.

O primeiro passo é diferenciar brincadeiras de mau gosto de bullying, este possui na sua maioria as seguintes características:

- Ação repetida e intencional
- Ação prolongada
- Não há motivação
- Desequilíbrio de poder, quem sofre não tem força para reagir

O segundo passo é observar para poder identificar os agressores e as vítimas, já que são várias características juntas que definem um ou outro e não fatos e sinais isolados. Sendo assim, deve-se ter cautela para não confundir "excessos" com a prática de bullying.

O Ciberbullying é outra forma desta prática que usa dos meios de comunicação para realizar agressões ao outro, o seu "poder" é mais amplo, pois o seu efeito é duradouro e irrestrito, devido as características da internet.

As consequências de todas essas práticas, em sua grande maioria, é o isolamento da vítima, a queda de rendimento, fobia, além de diversos transtornos afetivos. Podemos e devemos intervir através da conscientização, sensibilização da comunidade, formação de um ambiente de confiança e de solidariedade, apoiar e protejer as vítimas, estabelecer de forma clara as regras e os limites.

Mais do que tudo isso, é preciso ficar atento para poder intervir nessas práticas, para que futuramente os nossos alunos não se tornem assassinos como nos casos do Rio de Janeiro e dos EUA, que tratava-se de vítimas de bullying, as quais possuem como uma consequência o desejo de vingança.


# Vivência
Lendo as possíveis características dos agressores e das vítimas identifiquei em dois alunos de 6 anos, possíveis sujeitos da prática de bullying.
1º) Um deles tem o hábito de mentir sem qualquer arrependimento ou medo, provoca os amigos repetidas vezes e faz isso com aqueles que tem menos paciência e maior agressividade.
2º) O outro tem comportamentos explosivos, chora muito, se ofende com qualquer tipo de brincadeira, e dessa forma sofre muitas brincadeiras que não gosta.
Sei que eles são muito novos, mas percebo que há uma possibilidade, por isso, talvez, se faça necessário uma intervenção através de atividades e conversas desde agora, para que eles não sofram posteriormente.

# Bibliografia
Vídeo-aula 27: Práticas de cidadania
Vídeo-aula 28: O Fenômeno do Bullying
KOCHEN, Silvia. Os disfarces da malvadeza humana. Site: www.sescsp.org.br/sesc/revistas-sesc/pb

Estratégia de projetos (7ª semana)

Unidade 1 - Interdisciplinaridade, transversalidade e construção de valores
Disciplina: Temas transversais e projetos
Semana 7 (17 à 23/10)

A essa altura do curso, já está claro que a estratégia de projetos é uma alternativa concreta para uma transformação na escola e no processo de ensino-aprendizagem. O profº Ricardo Pátaro exemplificou quais seriam os passos que ajudariam na realização de um projeto.

1) Grande tema: escolha do tema feita pela escola ou grupo de professores, exemplo: alguma trecho retirado do Direitos Humanos, etc.

2) Aproximação ao tema: parte de extrema importância, pois é o momento em que o professor leva o assunto até os alunos, através de informações, revistas, jornais, excertos, etc.

3) Escolha da temática: realizada pelos alunos a partir das discussões realizadas na aproximação do tema, exemplo: dentro do grande tema, a temática ser o trabalho infantil no Brasil.

4) Perguntas do projeto: elaboração das perguntas, ou seja, o que os alunos querem descobrir a cerca desta temática.

5) Planejamento docente: conteúdos trazidos pelo professor (disciplinas), claro que na prática o planejamento pode sofrer alterações de acordo com a necessidade dos alunos.

6) Busca de respostas: com ajuda dos conteúdos o registro dos levantamentos feito pelos alunos no início do projeto.

Tal estratégia promove a maior participação do aluno, já que ele ajuda na escolha da temática e, portanto, desenvolve um maior interesse em descobrir os questionamentos realizados. Além de desenvolver as redes, que é a ligação das diferentes disciplinas em um tema transversal, trazendo maior realidade aos conteúdos estudados pelos estudantes e a comunicação entre as diferentes especificidades.





# Vivência
Infelizmente não tenho relatos positivos sobre isso, pois em nenhum projeto o qual participei foi questionado ao aluno o que ele achava.
Talvez porque nós, adultos, acreditamos que as crianças e adolescentes não saibam o que é melhor para elas mesmas, mas que absurdo... por acaso você já viu alguma criança, maior de 5 anos, pegar uma faca e cortar o próprio dedo?
NÃO, então porque achar que ela não sabe escolher o que ela gosta ou deixa de gostar?


# Bibliografia
Vídeo-aula 25: Estratégia de projetos e a construção da rede
Vídeo-aula 26: Estratégia de projetos e educação em valores
PÁTARO, Ricardo Fernandes. O trabalho com projetos na escola: um estudo a partir de teorias de complexidade, interdisciplinaridade e transversalidade. Campinas, 2008. Tese de Mestrado – FE-UNICAMP.

Escola Comunitária de Campinas (6ª semana)

Unidade 1 - Interdisciplinaridade, transversalidade e construção de valores
Disciplina: Educação e construção de valores
Semana 6 (10 à 16/10)

Nesta semana ao estudar as Assembléias escolares e a diversidade cultural, o que mais prendeu a minha atenção foi o exemplo concreto mostrado pela Escola Comunitária de Campinas, por isso optei por pesquisar e conhecer melhor esta instituição de ensino que já foi utilizada pela segunda vez como exemplo neste curso.

Pesquisei a sua história:


"Antes de existir uma estrutura de funcionamento, havia um grupo de educadores que trabalhava com uma proposta pedagógica diferenciada. Proposta fundada numa concepção filosófica e política bastante ousadas. Nosso aluno deveria ser o sujeito do processo educacional e não um simples receptor de informações.

Questionada por alguns segmentos da sociedade, nossa equipe de professores percebeu que, para levar adiante o seu projeto educacional, havia necessidade de uma estrutura administrativa autônoma e democrática, em que todos estivessem envolvidos com o processo.

Um grupo de pais, que conhecia e acreditava firmemente no trabalho desses educadores, decidiu criar uma nova estrutura administrativa que pudesse dar suporte ao seu projeto pedagógico.

Fundaram, em 1977, a Sociedade Comunitária de Educação e Cultura."
(site: www.ecc.br)

Pesquisei seus objetivos:


"Interna- cuidar para que seus alunos participem inteiramente do processo ensino-aprendizagem e que se desenvolvam como pessoas, a partir do conteúdo das diversas ciências, das habilidades de pensamento, dos valores e atitudes trabalhados.
- cuidar para que os pais participem do processo educacional dos seus filhos.
Externa

- dar oportunidade para a formação de profissionais que contribuam para a área da Educação.
Uma das formas de atender a esta missão é o Centro de Estudos que promove oficinas, cursos, workshops para os professores da Comunitária e para os de outras Escolas."
(site: www.ecc.br)

Relembrei os projetos transversais partidos dos problemas da própria comunidade e relembrei as Assembléias (de classe, de ecola e de docente) apresentada na vídeo aula. Mas do que isso, queria entrar a fundo para entender aquilo que o Ulisses disse e que eu concordo "Não se trata de uma fórmula mágica, mas sim de um exemplo que deu certo e teve consequências positivas".

Tudo isso, porque precisava entender melhor a infra estrutura deste Colégio para não colocá-lo em meus pensamentos como "divindade", a verdade, na minha opinião, é que se trata de uma Escola com uma ótima infra estrutura, um trabalho de muitos anos e uma equipe pedagógica bem destribuída e organizada, mas ao mesmo tempo atinge, pelo que pude observar, uma camada social de classe média e alta.

Não falo isso como forma de crítica, até porque não conheço a fundo o trabalho desta instituição, o que vi foi o site e os exemplos apresentados por este curso, e nestes exemplos pude observar umtrabalho preocupado nos problemas da realidade da comunidade, na verdade tive esta impressão (classe social) a partir do valor das mensalidades. A questão é que percebo e reafirmo que os modelos são bons para nos dar força e incentivo, mas não para serem reproduzidos, pois problemas, "clientela" e perfis diferentes vão ser únicos em cada escola e cada lugar.

Mesmo assim deixo registrado aqui o meu PARABÉNS as atividades bem destribuídas e trabalhadas nesta escola, que pretendo um dia conhecer pessoalmente, pois já me tornei grande adimiradora.
# Vivência
Hoje só consigo pensar no futuro e nas possibilidades que estas ações podem trazer... quem sabe uma vivência em breve...



# Bibliografia
Vídeo-aula 23: Assembléias escolares e democracia escolar
Vídeo-aula 24: Diversidade/pluralidade cultural na escola
ARAÚJO, Ulisses F. Resolução de conflitos e assembleias escolares. Cadernos de Educação | FaE/PPGE/UFPel. Pelotas [31]: 115 - 131, julho/dezembro 2008.
PUIG, J. "Democracia e participação escolar", Ed. Moderna, 2000.
ARAÚJO, Ulisses F. "Assembléia escolar – um caminho para a resolução de conflitos", Ed. Moderna, 2004.

Sentimentos e afetos (6ª semana)

Unidade 1 - Interdisciplinaridade, transversalidade e construção de valores
Disciplina: Temas transversais e projetos
Semana 6 (10 à 16/10)

"(...), uma formação que visa à construção de valores de democracia e de cidadania não pode, em nossa opinião, ignorar os problemas pessoais e sociais vividos por seus atores, mas conceder um lugar relevante às relações interpessoais." (Arantes e Haertel)
É com base neste parágrafo que inicio as reflexões desta semana, pensando sobre os sentimentos, os afetos e as questões de gênero como temas transversais nos âmbitos escolares.

Para que isso aconteça é de extrema importância trabalhar alguns conceitos como:

- Valores: trata-se da interação do sujeito com o outro e com o meio.
- Autoestima: é auto imagem que o sujeito forma de si mesmo, relacionada ao sentimento.
- Autoconhecimento: processo de auto regulação que vai contribuir com a auto-conduta, trata -se de perceber "si mesmo" para a sua conduta.

Ao observar tais conceitos se torna evidente que trabalhar o afeto, o sentimento e as questões de gênero são tão importantes quanto trabalhar História do Brasil, Matemática e Português. A formação das crianças e dos adolescentes como cidadãos deve partir dos relacionamentos interpessoais que eles possuem todos os dias dentro e fora da escola.

Sendo assim, transformar os sentimentos em objeto de ensino e aprendizagem fará com que as vivências das crianças sejam o ponto de partida e, porque não, o ponto de chegada do processo de ensino e de aprendizagem.

"Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste..."
Vinícius de Moraes

Nós, seres humanos, somos isto uma TEMPESTADE de sentimentos. Se pessoas adultas e com mais experiência não sabem, muitas vezes, lidar com isso, como crianças e adolescente no processo da sua formação vão lidar com este turbilhão de sentimentos sozinhos?



# Vivência
Costumo em todos os inícios das aulas, no 1º ano do Ens. Fundamental I, conversar com os meus alunos sobre o dia, o final de semana, perguntar se está tudo bem e contar um pouco do que aconteceu comigo também.
Percebo que eles adoram ter a oportunidade de falar e contar sobre a vida deles e que muitas vezes preferem conversar do que brincar.
Penso que se eu tenho a necessidade de "colocar pra fora" tudo aquilo que me move de alguma forma, por quê eles não teriam a mesma necessidade?

# Bibliografia
Vídeo-aula 21: Sentimentos e afetos como tema transversal
Vídeo-aula 22: Prática de projetos e transversalidade em sala de aula: questões de gênero no cotidiano escolar
ARANTES, Valéria Amorim e HAERTEL, Brigitte Ursula Stach. Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação.