segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Educação comunitária e democracia (3ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 3 (06 à 12/11)

Dando continuidade na ideia de transformar a escola num pólo de conhecimento e desenvolvimento da sociedade em geral, o curso aborda nesta semana os conceitos de Educação Comunitária e democracia.

Educação Comunitária

A Educação Comunitária passa para o âmbito escolar apenas na década de 80, pois inicialmente é associada a educação não formal. Ela se caracteriza pela democratização do espaço e das relações, da participação de todos os envolvidos, da melhoria da qualidade da educação. Além disso, tem por objetivo formar um sujeito coletivo, ou seja, uma perspectiva para o outro, para a comunidade, etc.

Sendo assim, a educação comunitária prioriza a articulação entre o entorno da escola e as disciplinas curriculares e a utilização de diferentes contextos educativos (demandas e interesses da comunidade), isto é, a educação não restrita a escola, mas sim para toda a cidade e sociedade.

Surgindo portanto, relações entre aprendizagem e cidade:

- Aprender na cidade: museu, parques, praças, etc.
- Aprender da cidade: o contato e a vivência.
- Aprender a cidade: conhecer a cidade e entender que cada ser humano tem seu poder ativo.

Em conjunto com esta metodologia está os Direitos Humanos, conjunto de direitos declarados pela ONU em 1948 (Declaração Universal dos Direitos Humanos), baseado na liberdade, igualdade e solidariedade. A escola precisa trabalhar esses direitos para que as crianças conheçam e vivam isso.

Democracia

A democracia pode ser considerada um modo de vida, mas dentro da escola é mais do que isso. Na verdade é uma proposição ética e moral, sendo assim, a escola deve preparar o indivíduo para que ele pense e produza essa cidadania, isto é, o ambiente escolar deve produzir ações democráticas e uma formação autônoma.

Surgindo, também, a possibilidade de uma educação promotora dos Direitos Humanos, trata-se da Educação dos Direitos Humanos que é um compromisso assumido internacionalmente.

- Educar para a democracia e para os Direitos Humanos: conhecer esses direitos.
- Educar pela democracia e pelos Direitos Humanos: ambiente que deve produzir a democracia e os direitos, discurso e prática não podem ser contraditórios.

# Vivência
O que mais me chamou a atenção, dentro da minha realidade, nesta semana foi o fato da escola particular (sem generalizações, pensando naquelas que tive contato) não se interessar pelos recursos ou regimentos que surgem para auxiliar e melhorar o ambiente escolar. Os Direitos Humanos nunca foram trabalhados ou mencionados, na verdade são tratados como se fossem algo distante da realidade, digo isso, me incluindo nesta concepção.
Não fico feliz com isso, pois acredito que podemos evoluir e melhorar com os materiais trazidos por estas instituições, é claro que ele não se faz sozinho, mas porque não utilizá-lo a nosso favor?

# Bibliografia
Vídeo-aula 9: Educação comunitária e Direitos Humanos
Vídeo-aula 10: Democracia e Educação em Direitos Humanos
Vídeo de apoio: Palestra Paulo César Carbonari - Programa Nacional de Direitos Humanos -, dia 13 de agosto no plenário da Câmara de Vereadores de Joinville/SC.
BENEVIDES, Maria V. Cidadania e Direitos Humanos. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Sao Paulo.
KLEIN, Ana M. & PÁTARO, Cristina S. A Escola Frente Às Novas Demandas Sociais: Educação Comunitária e Formação para a cidadania. In Revista Cordis Revista Eletrônica de História Social da Cidade - PUC-SP. Ano I, Edição I, 2008. ISSN- 2176-4174.
Instituto Interamericano de Derechos Humanos. Educación en valores éticos: guía metodológica para docentes. San José, Costa Rica, 2003.

Distúrbios alimentares (2ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Saúde na escola
Semana 2 (30/10 à 05/11)


Para entender os tipos de distúrbios alimentares e suas consequências se faz necessário compreender como ocorre o desenvolvimento e crescimento do ser humano. Começando pelo crescimento é importante saber que trata-se de um desenvolvimento variável e resultado da maturação óssea, este é dividido em três períodos, organizados numa linha de desaceleração:

1) Entre 1 e 3 anos (1ª infância): período de maior crescimento => é necessário uma nutrição adequada.
2) Entre 4 e 8 anos (2ª infância): crescimento estável => hormônio é responsável pelas características deste período (tiroidiano).
3) Entre 9 e 17 anos (puberdade): período de grandes transformações e de diferenças entre os dois sexos, ocasionada pela diferença de tempo do início do estadio puberal.

Há ainda outros fatores que podem influenciar no crescimento de uma criança e/ou adolescente, como: sono, atividades físicas, nutrição, doenças crônicas e genética. Fica claro que alguns pontos são inevitáveis, mas a grande maioria pode ser utilizada de forma positiva, basta que a pessoa tenha uma vida saudável (no aspecto mais amplo da palavra).







Hábitos alimentares saudáveis são de extrema importância para um bom crescimento da criança e/ou adolescente.








Atividades físicas também é fator importante no bom crescimento das crianças e/ou adolescentes.


A ausência de hábitos saudáveis pode interferir diretamente no crescimento e no desenvolvimento das crianças e/ou adolescentes, por isso que distúrbios alimentares, ocasionados pela interação de problemas psicológicos, familiares e sociais, são tão graves e prejudiciais à saúde. Dentre esses distúrbios alimentares temos:

- os transtornos alimentares (TA)
- anorexia nervosa (AN): preocupação excessiva com o peso e o corpo, leva à alterações de personalidade e psicológica. Além do medo de engordar, da distorção grosseira da percepção da autoimagem, de dietas autoimpostas rígidas, da busca desenfreada pela magreza.
- bulemia nervosa (BN): preocupação excessiva com o peso e o corpo, leva à alterações de personalidade e psicológica. Além da compulsão alimentar, da culpa pela ingestão ou medo de engordar levando a vômitos, laxantes ou diuréticos.
- transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP)



Outro problema alimentar é a obesidade trata-se de um distúrbio do metabolismo energético, onde ocorre um armazenamento excessivo de energia no tecido adiposo, sob a forma de triglicérides, tal doença é complexa porque pode ser ocasionada por diversos fatores, como: genética, comportamento e ambiente.

O tratamento a todos esses distúrbios deve ser feito com um conjunto de profissionais: nutricionistas, psicólogos, terapeutas familiares, entre outros, como é realizado no Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas - AMBULIM IPq HC FMUSP, hospital este referência na América Latina.  Além disso, a orientação é fundamental para estes adolescentes, buscando dar suporte e auxílio ao tratamento dessas doenças.


# Vivência
Não tive nenhuma experiência dentro do ambiente escolar com distúrbios alimentares, mas acredito que as minhas experiências pessoais comprovam a importância do exemplo dos pais e/ou responsáveis quanto aos hábitos saudáveis.
Cresci vendo meu pai comer frutas e verduras, sempre com muito gosto, isso incentivou diretamente os hábitos que tenho até hoje. Sinto que minha refeição fica incompleta sem verdura ou frutas, por isso, frequento feiras livres e procuro balancear as minhas refeições.


# Bibliografia
Vídeo-aula 7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares
Vídeo-aula 8: Distúrbios alimentares: anorexia, bulimia, obesidade
HC IPq - AMBULIM: http://www.ambulim.org.br/
Texto: Transtornos alimentares na adolescência
Disponível em: http://gballone.sites.uol.com.br/alimentar/alimentar2.html

sábado, 17 de dezembro de 2011

Protagonismo juvenil (2ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 2 (30/10 à 05/11)

"A educação deve promover o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantir uma formação política que seria aos jovens participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma." (Ulisses)
A partir deste conceito o curso de especialização Ética, Valores e Cidadania na escola, desde o Módulo 1, vem demonstrando ações reais e possíveis na prática do protagonismo juvenil na escola. Um dos exemplos é a metodologia do próprio curso em questão, trata-se da aprendizagem baseada em problemas e por projetos que demonstra na sua prática o protagonismo de seus alunos e os brilhantes resultados a partir daí.

Outros exemplos, citados por Ulisses e já trabalhados em outras vídeo-aulas, foram:

- Assembleias escolares;
- Grêmios estudantis;
- Estratégias de resolução e de mediação de conflitos (professor como mediador do aluno);
- Estratégias de aproximação entre escola, família e comunidade.

O grande objetivo destes conceitos é transformar o aluno em construtor dos valores morais da sua vida, sendo assim, sujeitos de suas ações e não mero espectadores.


“Protagonismo juvenil é a participação do adolescente em atividade que extrapolam os âmbitos de seus interesses individuais e familiares e que podem ter como espaço a escola, os diversos âmbitos da vida comunitária; igrejas, clubes, associações e até mesmo a sociedade em sentido mais amplo, através de campanhas, movimentos e outras formas de mobilização que transcendem os limites de seu entorno sócio- comunitário ” (Costa, 1996:90) 

Para ser ativo na vida as crianças e adolescentes precisam aprender ou mesmo ter espaço para viver de forma ativa dentro da escola e do seu entorno, por isso o incentivo ao protagonismo juvenil é muito importante.

# Vivência
É interessante relatar que neste assunto tenho experiência como aluna. Na verdade o curso de especialização da USP vem demonstrando na prática que métodos voltados ao protagonismo são produtivos e positivos.
Fiz graduação durante 4 anos e meio, adorei o curso de História na PUC-SP, mas uma das grandes discussões que aconteciam era justamente a distância entre prática e teoria, além das "imposições" das grades curriculares, etc. Todos esses pontos me afastaram de uma possível extensão (mestrado e doutorado), pois considerava egoísta o fato de estudar tanto para a produção de um conhecimento próprio, isto é, importante e enriquecedor somente para mim.
Ao entrar em contato com a metodologia usada no EVC me animei e, felizmente, não me decepcionei com sua prática que foi animadora na prática como docente e na prática de pesquisadora.

# Bibliografia
Vídeo-aula 5: Protagonismo juvenil e participação escolar
Vídeo-aula 6: Educação comunitária e Questões de Gênero na escola
Disponível em: http://www.abpd.psc.br/files/congressosAnteriores/AnaisVIICBPD.pdf
Texto: O que é protagonismo juvenil?
Disponível em: http://www.promenino.org.br/TabId/77/ConteudoId/5649e039-9334-482f-9431-d9059a580ad3/Default.aspx

Nós professores... precisamos de SAÚDE! (1ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Saúde na escola
Semana 1 (23 à 29/10)


A presente disciplina iniciou as atividades introduzindo o formato dos conteúdos aqui trabalhados. Fica claro, para qualquer profissional da área da Educação que a saúde, nos seus significados mais amplos, é de extrema importância no nosso cotidiano.

O objetivo desta disciplina, portanto, é mostrar e estudar às prevenções da saúde, além das suas especificidades que se tornam grandes desafios dentro da sala de aula, como: Bullyng, drogas, limitações físicas e psíquicas, entre outros.

A Profª Paula Fernandes da UNICAMP trouxe, de forma mais aprofundada, o tema da Saúde do professor, a docente levantou alguns problemas comuns aos profissionais desta área, como: problemas na voz, na postura, de stress, entre outros.

Os motivos que levam a estes problemas são diversos e, infelizmente, velhos conhecidos dos professores. Alguns deles são: indisciplina, salário baixo, falta de reconhecimento, pressão da direção, excesso de trabalho, demanda de pais de alunos, desgaste físico, entre outros.



É de conhecimento de todos os educadores, que a má qualidade de vida, causada por todos os fatores descritos acima, levam ao desanimo e a infelicidade, o que acarreta diversos problemas de saúde. Mas, não podemos esquecer também, que alguns problemas estruturais da educação levaram tempo para serem resolvidos.

NÃO SE MATE AGORA!!! 

Apesar de parecer irrelevante ou repetitivo, para continuarmos a buscar melhores condições, precisamos do mínimo de saúde e é por isso que vale a pena seguir algumas orientações mostradas nesta 2ª vídeo-aula.

1) Saúde vocal: água = hidratação; articulação maior; variação do tom = melódica; respiração = melhorar e aprender a respirar.

2) Postura: alongamento, antes de entrar na sala de aula; utilizar o quadro na altura dos nossos olhos; relaxar o corpo como se estivesse sendo puxado.

3) Stress: olhar positivo; atividades físicas; ambiente de trabalho agradável; continuar a capacitação; boas condições de trabalho.



# Vivência
Acredito que, infelizmente, a grande maioria dos professores já passou por situações como as descritas acima. Comigo não foi diferente, na verdade, este ano os meu problemas "físicos" foram mais evidentes.
Problemas no meu ambiente de trabalho, somado a uma alta carga horária e ausência quase que completa de tempo para lazer e esportes, me levaram a crises frequentes de sinusite e rinite alérgica, a grande questão é nunca fui alérgica!!
Tudo isso comprova, que o ambiente e as condições em que estamos inseridos auxilia ou não para uma vida feliz = saudável. Pensando em tudo isso, passei a buscar horários, relações, entre outras coisas, que me realizassem verdadeiramente e tenho grandes expectativas que as crises alérgicas ACABEM.

# Bibliografia
Vídeo-aula 3: Introdução: saúde na escola
Vídeo-aula 4: Saúde do professor
Texto: 8 remédios para o professor e a educação
Texto: Saúde na escola
Disponível em: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=919

Integração: Escola e Comunidade (1ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 1 (23 à 29/10)

"A escola necessita ampliar os espaços educativos, incorporando os recursos da cidade e prioritariamente de seu entorno no desenvolvimento de projetos que contemplem a comunidade como espaço de aprendizagem" (Ulisses)

Para que a escola se torne real se faz necessário o envolvimento com seu entorno, não se trata de uma tarefa fácil, mas se realizada fará das instituições escolares ambientes mais enriquecedores e mais ativos dentro dos problemas reais de seus alunos e de sua comunidade.

A articulação entre escola e comunidade ocorre, segundo Ulisses, de três formas:

- Para "fora" da escola: o bairro como espaço de aprendizagem, seus pontos positivos e negativos, seus problemas e/ou soluções vistas através da perspectiva do aluno.

- Para "dentro" da escola: trazer a vivência para dentro da sala de aula, através da transversalidade. Discutindo e propondo resoluções para temas e problemas investigados no entorno da escola.

- O protagonismo dos estudantes: a participação mais ativa e dinâmica dos estudantes no processo de ensino aprendizagem.

"Toda as ações, no entanto, devem considerar a escola, e seu currículo, como o centro das ações." (Ulisses)

O objetivo aqui não é somente interagir com a comunidade e/ou entorno da escola, mas fazer, como disse Ulisses, que as instituições sejam centro de ações que podem auxiliar não só alunos, mas a comunidade num geral.

Um bom exemplo de atividade de interação entre escola e comunidade são os fóruns, trata-se de articular os diversos segmentos da comunidade, escolar e não-escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno de diversas temáticas, como: ética, democracia e cidadania.

O desenvolvimento dos fóruns podem levar a resoluções de problemas e intervenções viáveis, partindo do olhar da comunidade escolar e não-escolar. Além disso, o fórum pode interagir, ainda, com especialistas ou órgãos, dependendo da temática discutida.

Outro exemplo, da satisfatória integração entre escola e comunidade, são os diversos projetos realizados na favela de Heliópolis em São Paulo, que depois de tantas lutas e vencendo a visível desigualdade social, pode trazer cultura e programas que articularam o entorno das escolas, mas do que isso, tornam a escola "viva" dentro da comunidade, tornando-se, assim, parte fundamental para o desenvolvimento do bairro.










A arquitetura evidencia a desigualdade social na favela de Heliópolis.







Um dos inúmeros projetos realizado na comunidade, que conta com a participação da escola e dos moradores .
 

# Vivência
Ao assistir à estes vídeos e olhar todas estas práticas me senti feliz e triste ao mesmo tempo.
FELIZ porque pude, mais uma vez, visualizar ações reais e possíveis, não pairando os meus pensamentos em meras imaginações.
TRISTE porque infelizmente não vejo, nas escolas particulares onde tenho maior contato, qualquer interesse com o seu entorno, sinto que por vezes ficamos fadados a prestar o serviço que nos pagam e ponto.
Mas o balanço geral é positivo, pois não vejo a impossibilidade dessas ações, mas sim a falta de conhecimento da sua importância, em suma um trabalho árduo, mas que rende, comprovadamente, bons frutos.


# Bibliografia
Vídeo-aula 1: A escola e as relações com a comunidade
Vídeo-aula 2: Fórum escolar de Ética e de Cidadania
Vídeo de apoio: Heliópolis: Bairro Educador
Ministério da Educação - MEC: portal.mec.gov.br
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EnsMed/ec_apres_07.pdf

domingo, 30 de outubro de 2011

Bullying (7ª semana)

Unidade 1 - Interdisciplinaridade, transversalidade e construção de valores
Disciplina: Educação e construção de valores
Semana 7 (17 à 23/10)

É inquestionável que reconhecer a realidade dos sujeitos e da comunidade ajude no trabalho dentro das escolas com as estratégias de projetos e todos os recursos apresentados até aqui na plataforma do curso de Ética, Valores e Cidadania na Escola.

A questão é que vem crescendo de forma positiva o olhar sobre o bullying, isso não quer dizer que tal "fenômeno" não existia, pois há estudos desde a década de 80, o fato é que no Brasil as pesquisas são recentes e começaram em 2003, fazendo com que houvesse maior preocupação com as suas consequências.

Bullying é uma palavra inglesa por não ter significante na língua portuguesa, e trata-se de todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem nos diferentes âmbitos sociais.

"Excluir, humilhar, expor e todas as variantes dessas atitudes de violência moral ou bullying são experiências inevitáveis e nada pode ser feito a respeito." (Kátia Pupo)
Essa citação refere-se aos comentários dos alunos sujeitos da pesquisa realizada pela Profª Kátia Pupo, que critíca e se preocupa com a passividade e a normalidade com que os estudantes olham, praticam e sofrem de bullying. É por isso, que é de extrema importância os estudos e as ações referentes a este assunto.

O primeiro passo é diferenciar brincadeiras de mau gosto de bullying, este possui na sua maioria as seguintes características:

- Ação repetida e intencional
- Ação prolongada
- Não há motivação
- Desequilíbrio de poder, quem sofre não tem força para reagir

O segundo passo é observar para poder identificar os agressores e as vítimas, já que são várias características juntas que definem um ou outro e não fatos e sinais isolados. Sendo assim, deve-se ter cautela para não confundir "excessos" com a prática de bullying.

O Ciberbullying é outra forma desta prática que usa dos meios de comunicação para realizar agressões ao outro, o seu "poder" é mais amplo, pois o seu efeito é duradouro e irrestrito, devido as características da internet.

As consequências de todas essas práticas, em sua grande maioria, é o isolamento da vítima, a queda de rendimento, fobia, além de diversos transtornos afetivos. Podemos e devemos intervir através da conscientização, sensibilização da comunidade, formação de um ambiente de confiança e de solidariedade, apoiar e protejer as vítimas, estabelecer de forma clara as regras e os limites.

Mais do que tudo isso, é preciso ficar atento para poder intervir nessas práticas, para que futuramente os nossos alunos não se tornem assassinos como nos casos do Rio de Janeiro e dos EUA, que tratava-se de vítimas de bullying, as quais possuem como uma consequência o desejo de vingança.


# Vivência
Lendo as possíveis características dos agressores e das vítimas identifiquei em dois alunos de 6 anos, possíveis sujeitos da prática de bullying.
1º) Um deles tem o hábito de mentir sem qualquer arrependimento ou medo, provoca os amigos repetidas vezes e faz isso com aqueles que tem menos paciência e maior agressividade.
2º) O outro tem comportamentos explosivos, chora muito, se ofende com qualquer tipo de brincadeira, e dessa forma sofre muitas brincadeiras que não gosta.
Sei que eles são muito novos, mas percebo que há uma possibilidade, por isso, talvez, se faça necessário uma intervenção através de atividades e conversas desde agora, para que eles não sofram posteriormente.

# Bibliografia
Vídeo-aula 27: Práticas de cidadania
Vídeo-aula 28: O Fenômeno do Bullying
KOCHEN, Silvia. Os disfarces da malvadeza humana. Site: www.sescsp.org.br/sesc/revistas-sesc/pb

Estratégia de projetos (7ª semana)

Unidade 1 - Interdisciplinaridade, transversalidade e construção de valores
Disciplina: Temas transversais e projetos
Semana 7 (17 à 23/10)

A essa altura do curso, já está claro que a estratégia de projetos é uma alternativa concreta para uma transformação na escola e no processo de ensino-aprendizagem. O profº Ricardo Pátaro exemplificou quais seriam os passos que ajudariam na realização de um projeto.

1) Grande tema: escolha do tema feita pela escola ou grupo de professores, exemplo: alguma trecho retirado do Direitos Humanos, etc.

2) Aproximação ao tema: parte de extrema importância, pois é o momento em que o professor leva o assunto até os alunos, através de informações, revistas, jornais, excertos, etc.

3) Escolha da temática: realizada pelos alunos a partir das discussões realizadas na aproximação do tema, exemplo: dentro do grande tema, a temática ser o trabalho infantil no Brasil.

4) Perguntas do projeto: elaboração das perguntas, ou seja, o que os alunos querem descobrir a cerca desta temática.

5) Planejamento docente: conteúdos trazidos pelo professor (disciplinas), claro que na prática o planejamento pode sofrer alterações de acordo com a necessidade dos alunos.

6) Busca de respostas: com ajuda dos conteúdos o registro dos levantamentos feito pelos alunos no início do projeto.

Tal estratégia promove a maior participação do aluno, já que ele ajuda na escolha da temática e, portanto, desenvolve um maior interesse em descobrir os questionamentos realizados. Além de desenvolver as redes, que é a ligação das diferentes disciplinas em um tema transversal, trazendo maior realidade aos conteúdos estudados pelos estudantes e a comunicação entre as diferentes especificidades.





# Vivência
Infelizmente não tenho relatos positivos sobre isso, pois em nenhum projeto o qual participei foi questionado ao aluno o que ele achava.
Talvez porque nós, adultos, acreditamos que as crianças e adolescentes não saibam o que é melhor para elas mesmas, mas que absurdo... por acaso você já viu alguma criança, maior de 5 anos, pegar uma faca e cortar o próprio dedo?
NÃO, então porque achar que ela não sabe escolher o que ela gosta ou deixa de gostar?


# Bibliografia
Vídeo-aula 25: Estratégia de projetos e a construção da rede
Vídeo-aula 26: Estratégia de projetos e educação em valores
PÁTARO, Ricardo Fernandes. O trabalho com projetos na escola: um estudo a partir de teorias de complexidade, interdisciplinaridade e transversalidade. Campinas, 2008. Tese de Mestrado – FE-UNICAMP.