terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Educação não formal (4ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 4 (13 à 19/11)

Nesta disciplina, prosseguimos estudando como é possível tornar a escola viva e ativa na sua comunidade. Na 4ª semana a Profª. Sonia Castellar da USP, veio mostrar a cidade como projeto educativo, isto é pensar que há várias formas de se analisar a cidade, trazendo assim, diferentes atividades para o desenvolvimento dos alunos.

Sonia reafirma a ideia de cidade educadora, local onde haveria diferentes níveis de interpretação a cerca das inúmeras questões desenvolvidas no âmbito de convivência do bairro, da rua, do entorno da escola. Busca, com tudo isso, trazer maior realidade à educação, saindo da superficialidade das disciplinas e tendo a dimensão de todas as partes do lugar, possibilitando, ainda, que o aluno comece a relacionar a realidade com às disciplinas da sala de aula.

Pensando nisso, a professora sugere como instrumento de trabalho a cartografia, trata-se de um recurso, que somado às características do local analisado, pode ajudar nas interpretações e no "desenho" das diferentes atividades, problemas, entre outras especificidade do lugar.

Tudo isso, para levar à chamada Educação não formal, trata-se da educação para além dos muros da escola, no seu entorno, nos seus espaços de cultura e lazer, nos diferentes projetos que existem para gerar conhecimento e cidadania.

Para ilustrar esta discussão coloco aqui partes de uma carta escrita, no século XIX, por líderes indígenas na Virgínia em resposta à proposta dos brancos de estudarem na cidade.


“Nós estamos convencidos de que os senhores desejam o nosso bem e agradecemos de todo coração. Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes de ver as coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa ideia de educação não é a mesma que a nossa. [...]
Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas quando eles voltaram para nós eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo ou construir uma cabana, e falavam muito mal nossa língua. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros.
Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão concordamos que os nobres senhores de Virgínia nos enviem alguns de seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos deles homens.”

(Século XIX – Líderes indígenas – Virgínia)

Com isso, fica claro que a ideia de educação para além dos muros da escola é antiga e necessária até hoje, pois há inúmeras coisas que são aprendidas no dia-a-dia, nas trocas, nas relações, na cultura.


# Vivência
Mais uma vez me deparo com o contexto da escola particular, tratando aqui aquelas que tive contato no decorrer da minha vida profissional, e me sinto distantes desses pensamentos tão importantes ao desenvolvimento dos alunos.
Não vejo a importância no entorno, na verdade tive contato com atividades que estudaram o entorno como exemplo daquilo que foi dito nos livos, mas não com interesse de tornar aquilo parte do processo e da aprendizagem da escola.
Tive, ainda, oportunidade, de acompanhar um projeto que dava assistencialismo aos moradores do entorno do colégio, que vale ressaltar era de um nível social muito inferior ao dos estudantes da instituição, mas ao longo de todo o projeto (desenvolvido anualmente), não vi em nenhum momento a preocupação em perguntar para a comunidade quais as suas reais necessidades e vontades, na verdade tudo já era pré programado pelo "achismo".




# Bibliografia
Vídeo-aula 13: A cidade como projeto educativo
Vídeo-aula 14: Cartografia e representação de lugares
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Vídeo de apoio: Educação não formal
Texto: Lugar de Vivência: a cidade e a aprendizagem
OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. Editora: Ática, São Paulo, 2008.

TDAH, Retardo mental e Autismo (3ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Saúde na escola
Semana 3 (06 à 12/11)


Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)


Trata-se de um transtorno comportamental e neurológico, de causas genéticas e ambientais, que aparece na infância e pode acompanhar a pessoa por toda a sua vida. Tem como principais sintomas: alteração nas habilidades linguísticas, falta de noção de espaço, dificuldade de reconhecer símbolos gráficos, dificuldade para ficarem sentados e prestarem atenção, pouca coordenação motora (desajeitados) e dificuldade para terminar tarefas.

É ainda, caracterizado por uma tríade sintomatológica, desatenção, hiperatividade e impulsividade, que acarreta prejuízos ao desempenho acadêmico e social. Além disso, possui 3 tipos específicos do transtorno:

- Predominantemente desatento: maior frequência no sexo feminino, ocasiona prejuízo acadêmico, além de serem crianças desorganizadas, distraídas e desatentas com nível baixo de sociabilidade.
- Predominantemente hiperativo - impulsivo: são crianças mais agressivas com altas taxas de rejeição.
- Combinado dos outros dois tipos: prejuízo global (social, acadêmico, etc.), sendo rejeitadas pelos colegas.

A causa deste transtorno é multifatorial, ou seja, ocasionada por motivos genéticos, biológicos, psicossociais, entre outros. Suas principais consequências são: baixo rendimento, baixo auto-estima, dificuldade de relacionamento, nos adultos abuso de drogas e álcool, entre outros.

O tratamento deve ser multidisciplinar e específico para cada caso, fazendo uso de medicações, de psicoterapia e do envolvimento da família e da escola. Este último item deve ser enfatizado, já que boa parte dos profissionais desta área tem contato com casos como esses e muitas vezes não sabem como lidar. Na verdade, a escola não deve dar um diagnóstico sozinha, mas sim em conjunto com profissionais da área da saúde, para que juntos e contando, ainda, com a família possam encontrar caminhos de ajudar e melhorar a vida do aluno/paciente/filho.

Retardo mental

Trata-se de pessoas que tem habilidades intelectuais abaixo da média, início do déficit antes dos 18 anos. Suas principais consequências são: comunicação, interação, coordenação, cuidados pessoais e desenvolvimento da vida acadêmica. Há três tipos dessa deficiência:

- Leve: tem atrasos na linguagem, mas consegue se comunicar. Possui independência nos cuidados pessoais. Consegue estudar chegando ao Ensino Médio, além de conseguir independência na vida adulta.
- Moderado: dificuldade na compreensão e no uso da linguagem, e na coordenação. Tem, ainda, dependência para cuidados pessoais e tem um melhor desenvolvimento nas atividades individuais.
- Grave: grau maior de prejuízo intelectual, funcional e motor, ocasionado por alguma má formação ou lesão cerebral, precisando de auxílio o resto da vida, se saindo melhor em ensinos que prezam a independência pessoal.

O trabalho da escola nestes casos é desenvolver um trabalho que promova o maior número de estímulos possíveis, sempre contando com a equipe pedagógica, com especialistas na área da saúde e com a família, buscar este elo é fundamental para o desenvolvimento do aluno.

Autismo

Trata-se de um transtorno invasivo do desenvolvimento, que tem prejuízos na interação social, atrasos no desenvolvimento da linguagem e comportamento esteriotipado e repetitivo. Suas principais características são:

- Identificação apenas com 2 anos e meio de idade: o filho não fala, resiste aos cuidados paternos e não interage;
- Nos bebês: déficit do comportamento social, evitam contato visual, sem interesse na voz humana, indiferentes ao afeto;
- Crianças: não seguem os pais pela casa, não tem interesse em brincar com outras crianças;
- Interesse por brincadeiras esteriotipadas, como: lamber, cheirar, bater palmas, levar o corpo para frente e para trás;
- Fascinação por luzes, sons e movimentos;
- Incomoda-se com mudanças na sua rotina diária;
- Inteligência e linguagem comprometidas.

O tratamento é individualizado, mas deve ocorrer uma intervenção conjunta entre uma educação especial (não se trata de escola especial), orientação dos pais, terapia, treino de habilidades sociais e medicações. É importante ressaltar que o professor não pode trazer para si toda a responsabilidade de um tratamento tão complexo, mas deve buscar otimizar e auxiliar o mesmo.




# Vivência
Tive a oportunidade de conviver com alunos portadores dos três tipos de transtornos apresentados nesta semana. Foi, sem dúvida, muito enriquecedor para minha vida pessoal e profissional, mas também foi muito difícil.
Gostaria de ressaltar aqui, pontos que se melhorados dariam condições melhores de trabalho para os professor, para o aluno e para os familiares.

1) A grande quantidade de alunos somada a três tipos diferentes de inclusão, todos na faixa etária de alfabetização, torna o processo de desenvolvimento muito difícil, pois o professor não consegue dar a atenção necessária que o aluno precisa. => SUGESTÃO: ter auxiliares para dar atenção maior aos alunos.

2) A falta de diagnóstico específico da área da saúde, faz com que não se saiba exatamente as necessidades que o aluno tem, fazendo, ainda, com que as ações sejam tomadas apenas pelo senso comum. => SUGESTÃO: ter dentro do corpo pedagógico do colégio ao menos um especialista da área da saúde, para diagnosticar as especificidades dos alunos em conjunto com os professores.

3) A falta de reuniões periódicas com os familiares, deixando a sensação de que basta não fazer barulho que está tudo bem, não havendo a necessidade de um trabalho em conjunto dentro e fora da escola. => SUGESTÃO: reuniões periódicas para troca de informação.

4) A falta de incentivo a capacitação, é extremamente necessário buscar especializações que forneçam sugestões e novos caminhos para a inclusão. => SUGESTÃO: ter cursos constantes que abordem as necessidades da escola, dos professores e dos alunos.

Tudo isso, não fará do trabalho de inclusão algo fácil, mas irá ajudar os profissionais da educação a lidar com tudo de forma mais clara e calma.

# Bibliografia
Vídeo-aula 11: Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade
Vídeo-aula 12: Retardo mental e autismo
Associação Brasileira do Déficit de Atenção: http://www.tdah.org.br/
Instituto Paulista do Déficit de Atenção: http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/tdah/
Artigo: Deficiência mental e autismo na escola
Disponível em: http://www.indianopolis.com.br/si/site/1151?idioma=portugues
Texto: Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462006000500002&script=sci_arttext&tlng=en/fulltext

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Educação comunitária e democracia (3ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 3 (06 à 12/11)

Dando continuidade na ideia de transformar a escola num pólo de conhecimento e desenvolvimento da sociedade em geral, o curso aborda nesta semana os conceitos de Educação Comunitária e democracia.

Educação Comunitária

A Educação Comunitária passa para o âmbito escolar apenas na década de 80, pois inicialmente é associada a educação não formal. Ela se caracteriza pela democratização do espaço e das relações, da participação de todos os envolvidos, da melhoria da qualidade da educação. Além disso, tem por objetivo formar um sujeito coletivo, ou seja, uma perspectiva para o outro, para a comunidade, etc.

Sendo assim, a educação comunitária prioriza a articulação entre o entorno da escola e as disciplinas curriculares e a utilização de diferentes contextos educativos (demandas e interesses da comunidade), isto é, a educação não restrita a escola, mas sim para toda a cidade e sociedade.

Surgindo portanto, relações entre aprendizagem e cidade:

- Aprender na cidade: museu, parques, praças, etc.
- Aprender da cidade: o contato e a vivência.
- Aprender a cidade: conhecer a cidade e entender que cada ser humano tem seu poder ativo.

Em conjunto com esta metodologia está os Direitos Humanos, conjunto de direitos declarados pela ONU em 1948 (Declaração Universal dos Direitos Humanos), baseado na liberdade, igualdade e solidariedade. A escola precisa trabalhar esses direitos para que as crianças conheçam e vivam isso.

Democracia

A democracia pode ser considerada um modo de vida, mas dentro da escola é mais do que isso. Na verdade é uma proposição ética e moral, sendo assim, a escola deve preparar o indivíduo para que ele pense e produza essa cidadania, isto é, o ambiente escolar deve produzir ações democráticas e uma formação autônoma.

Surgindo, também, a possibilidade de uma educação promotora dos Direitos Humanos, trata-se da Educação dos Direitos Humanos que é um compromisso assumido internacionalmente.

- Educar para a democracia e para os Direitos Humanos: conhecer esses direitos.
- Educar pela democracia e pelos Direitos Humanos: ambiente que deve produzir a democracia e os direitos, discurso e prática não podem ser contraditórios.

# Vivência
O que mais me chamou a atenção, dentro da minha realidade, nesta semana foi o fato da escola particular (sem generalizações, pensando naquelas que tive contato) não se interessar pelos recursos ou regimentos que surgem para auxiliar e melhorar o ambiente escolar. Os Direitos Humanos nunca foram trabalhados ou mencionados, na verdade são tratados como se fossem algo distante da realidade, digo isso, me incluindo nesta concepção.
Não fico feliz com isso, pois acredito que podemos evoluir e melhorar com os materiais trazidos por estas instituições, é claro que ele não se faz sozinho, mas porque não utilizá-lo a nosso favor?

# Bibliografia
Vídeo-aula 9: Educação comunitária e Direitos Humanos
Vídeo-aula 10: Democracia e Educação em Direitos Humanos
Vídeo de apoio: Palestra Paulo César Carbonari - Programa Nacional de Direitos Humanos -, dia 13 de agosto no plenário da Câmara de Vereadores de Joinville/SC.
BENEVIDES, Maria V. Cidadania e Direitos Humanos. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Sao Paulo.
KLEIN, Ana M. & PÁTARO, Cristina S. A Escola Frente Às Novas Demandas Sociais: Educação Comunitária e Formação para a cidadania. In Revista Cordis Revista Eletrônica de História Social da Cidade - PUC-SP. Ano I, Edição I, 2008. ISSN- 2176-4174.
Instituto Interamericano de Derechos Humanos. Educación en valores éticos: guía metodológica para docentes. San José, Costa Rica, 2003.

Distúrbios alimentares (2ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Saúde na escola
Semana 2 (30/10 à 05/11)


Para entender os tipos de distúrbios alimentares e suas consequências se faz necessário compreender como ocorre o desenvolvimento e crescimento do ser humano. Começando pelo crescimento é importante saber que trata-se de um desenvolvimento variável e resultado da maturação óssea, este é dividido em três períodos, organizados numa linha de desaceleração:

1) Entre 1 e 3 anos (1ª infância): período de maior crescimento => é necessário uma nutrição adequada.
2) Entre 4 e 8 anos (2ª infância): crescimento estável => hormônio é responsável pelas características deste período (tiroidiano).
3) Entre 9 e 17 anos (puberdade): período de grandes transformações e de diferenças entre os dois sexos, ocasionada pela diferença de tempo do início do estadio puberal.

Há ainda outros fatores que podem influenciar no crescimento de uma criança e/ou adolescente, como: sono, atividades físicas, nutrição, doenças crônicas e genética. Fica claro que alguns pontos são inevitáveis, mas a grande maioria pode ser utilizada de forma positiva, basta que a pessoa tenha uma vida saudável (no aspecto mais amplo da palavra).







Hábitos alimentares saudáveis são de extrema importância para um bom crescimento da criança e/ou adolescente.








Atividades físicas também é fator importante no bom crescimento das crianças e/ou adolescentes.


A ausência de hábitos saudáveis pode interferir diretamente no crescimento e no desenvolvimento das crianças e/ou adolescentes, por isso que distúrbios alimentares, ocasionados pela interação de problemas psicológicos, familiares e sociais, são tão graves e prejudiciais à saúde. Dentre esses distúrbios alimentares temos:

- os transtornos alimentares (TA)
- anorexia nervosa (AN): preocupação excessiva com o peso e o corpo, leva à alterações de personalidade e psicológica. Além do medo de engordar, da distorção grosseira da percepção da autoimagem, de dietas autoimpostas rígidas, da busca desenfreada pela magreza.
- bulemia nervosa (BN): preocupação excessiva com o peso e o corpo, leva à alterações de personalidade e psicológica. Além da compulsão alimentar, da culpa pela ingestão ou medo de engordar levando a vômitos, laxantes ou diuréticos.
- transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP)



Outro problema alimentar é a obesidade trata-se de um distúrbio do metabolismo energético, onde ocorre um armazenamento excessivo de energia no tecido adiposo, sob a forma de triglicérides, tal doença é complexa porque pode ser ocasionada por diversos fatores, como: genética, comportamento e ambiente.

O tratamento a todos esses distúrbios deve ser feito com um conjunto de profissionais: nutricionistas, psicólogos, terapeutas familiares, entre outros, como é realizado no Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas - AMBULIM IPq HC FMUSP, hospital este referência na América Latina.  Além disso, a orientação é fundamental para estes adolescentes, buscando dar suporte e auxílio ao tratamento dessas doenças.


# Vivência
Não tive nenhuma experiência dentro do ambiente escolar com distúrbios alimentares, mas acredito que as minhas experiências pessoais comprovam a importância do exemplo dos pais e/ou responsáveis quanto aos hábitos saudáveis.
Cresci vendo meu pai comer frutas e verduras, sempre com muito gosto, isso incentivou diretamente os hábitos que tenho até hoje. Sinto que minha refeição fica incompleta sem verdura ou frutas, por isso, frequento feiras livres e procuro balancear as minhas refeições.


# Bibliografia
Vídeo-aula 7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares
Vídeo-aula 8: Distúrbios alimentares: anorexia, bulimia, obesidade
HC IPq - AMBULIM: http://www.ambulim.org.br/
Texto: Transtornos alimentares na adolescência
Disponível em: http://gballone.sites.uol.com.br/alimentar/alimentar2.html

sábado, 17 de dezembro de 2011

Protagonismo juvenil (2ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 2 (30/10 à 05/11)

"A educação deve promover o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantir uma formação política que seria aos jovens participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma." (Ulisses)
A partir deste conceito o curso de especialização Ética, Valores e Cidadania na escola, desde o Módulo 1, vem demonstrando ações reais e possíveis na prática do protagonismo juvenil na escola. Um dos exemplos é a metodologia do próprio curso em questão, trata-se da aprendizagem baseada em problemas e por projetos que demonstra na sua prática o protagonismo de seus alunos e os brilhantes resultados a partir daí.

Outros exemplos, citados por Ulisses e já trabalhados em outras vídeo-aulas, foram:

- Assembleias escolares;
- Grêmios estudantis;
- Estratégias de resolução e de mediação de conflitos (professor como mediador do aluno);
- Estratégias de aproximação entre escola, família e comunidade.

O grande objetivo destes conceitos é transformar o aluno em construtor dos valores morais da sua vida, sendo assim, sujeitos de suas ações e não mero espectadores.


“Protagonismo juvenil é a participação do adolescente em atividade que extrapolam os âmbitos de seus interesses individuais e familiares e que podem ter como espaço a escola, os diversos âmbitos da vida comunitária; igrejas, clubes, associações e até mesmo a sociedade em sentido mais amplo, através de campanhas, movimentos e outras formas de mobilização que transcendem os limites de seu entorno sócio- comunitário ” (Costa, 1996:90) 

Para ser ativo na vida as crianças e adolescentes precisam aprender ou mesmo ter espaço para viver de forma ativa dentro da escola e do seu entorno, por isso o incentivo ao protagonismo juvenil é muito importante.

# Vivência
É interessante relatar que neste assunto tenho experiência como aluna. Na verdade o curso de especialização da USP vem demonstrando na prática que métodos voltados ao protagonismo são produtivos e positivos.
Fiz graduação durante 4 anos e meio, adorei o curso de História na PUC-SP, mas uma das grandes discussões que aconteciam era justamente a distância entre prática e teoria, além das "imposições" das grades curriculares, etc. Todos esses pontos me afastaram de uma possível extensão (mestrado e doutorado), pois considerava egoísta o fato de estudar tanto para a produção de um conhecimento próprio, isto é, importante e enriquecedor somente para mim.
Ao entrar em contato com a metodologia usada no EVC me animei e, felizmente, não me decepcionei com sua prática que foi animadora na prática como docente e na prática de pesquisadora.

# Bibliografia
Vídeo-aula 5: Protagonismo juvenil e participação escolar
Vídeo-aula 6: Educação comunitária e Questões de Gênero na escola
Disponível em: http://www.abpd.psc.br/files/congressosAnteriores/AnaisVIICBPD.pdf
Texto: O que é protagonismo juvenil?
Disponível em: http://www.promenino.org.br/TabId/77/ConteudoId/5649e039-9334-482f-9431-d9059a580ad3/Default.aspx

Nós professores... precisamos de SAÚDE! (1ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Saúde na escola
Semana 1 (23 à 29/10)


A presente disciplina iniciou as atividades introduzindo o formato dos conteúdos aqui trabalhados. Fica claro, para qualquer profissional da área da Educação que a saúde, nos seus significados mais amplos, é de extrema importância no nosso cotidiano.

O objetivo desta disciplina, portanto, é mostrar e estudar às prevenções da saúde, além das suas especificidades que se tornam grandes desafios dentro da sala de aula, como: Bullyng, drogas, limitações físicas e psíquicas, entre outros.

A Profª Paula Fernandes da UNICAMP trouxe, de forma mais aprofundada, o tema da Saúde do professor, a docente levantou alguns problemas comuns aos profissionais desta área, como: problemas na voz, na postura, de stress, entre outros.

Os motivos que levam a estes problemas são diversos e, infelizmente, velhos conhecidos dos professores. Alguns deles são: indisciplina, salário baixo, falta de reconhecimento, pressão da direção, excesso de trabalho, demanda de pais de alunos, desgaste físico, entre outros.



É de conhecimento de todos os educadores, que a má qualidade de vida, causada por todos os fatores descritos acima, levam ao desanimo e a infelicidade, o que acarreta diversos problemas de saúde. Mas, não podemos esquecer também, que alguns problemas estruturais da educação levaram tempo para serem resolvidos.

NÃO SE MATE AGORA!!! 

Apesar de parecer irrelevante ou repetitivo, para continuarmos a buscar melhores condições, precisamos do mínimo de saúde e é por isso que vale a pena seguir algumas orientações mostradas nesta 2ª vídeo-aula.

1) Saúde vocal: água = hidratação; articulação maior; variação do tom = melódica; respiração = melhorar e aprender a respirar.

2) Postura: alongamento, antes de entrar na sala de aula; utilizar o quadro na altura dos nossos olhos; relaxar o corpo como se estivesse sendo puxado.

3) Stress: olhar positivo; atividades físicas; ambiente de trabalho agradável; continuar a capacitação; boas condições de trabalho.



# Vivência
Acredito que, infelizmente, a grande maioria dos professores já passou por situações como as descritas acima. Comigo não foi diferente, na verdade, este ano os meu problemas "físicos" foram mais evidentes.
Problemas no meu ambiente de trabalho, somado a uma alta carga horária e ausência quase que completa de tempo para lazer e esportes, me levaram a crises frequentes de sinusite e rinite alérgica, a grande questão é nunca fui alérgica!!
Tudo isso comprova, que o ambiente e as condições em que estamos inseridos auxilia ou não para uma vida feliz = saudável. Pensando em tudo isso, passei a buscar horários, relações, entre outras coisas, que me realizassem verdadeiramente e tenho grandes expectativas que as crises alérgicas ACABEM.

# Bibliografia
Vídeo-aula 3: Introdução: saúde na escola
Vídeo-aula 4: Saúde do professor
Texto: 8 remédios para o professor e a educação
Texto: Saúde na escola
Disponível em: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=919

Integração: Escola e Comunidade (1ª semana)

Unidade 2 - Educação comunitária, saúde e cidadania
Disciplina: Educação comunitária e para a cidadania
Semana 1 (23 à 29/10)

"A escola necessita ampliar os espaços educativos, incorporando os recursos da cidade e prioritariamente de seu entorno no desenvolvimento de projetos que contemplem a comunidade como espaço de aprendizagem" (Ulisses)

Para que a escola se torne real se faz necessário o envolvimento com seu entorno, não se trata de uma tarefa fácil, mas se realizada fará das instituições escolares ambientes mais enriquecedores e mais ativos dentro dos problemas reais de seus alunos e de sua comunidade.

A articulação entre escola e comunidade ocorre, segundo Ulisses, de três formas:

- Para "fora" da escola: o bairro como espaço de aprendizagem, seus pontos positivos e negativos, seus problemas e/ou soluções vistas através da perspectiva do aluno.

- Para "dentro" da escola: trazer a vivência para dentro da sala de aula, através da transversalidade. Discutindo e propondo resoluções para temas e problemas investigados no entorno da escola.

- O protagonismo dos estudantes: a participação mais ativa e dinâmica dos estudantes no processo de ensino aprendizagem.

"Toda as ações, no entanto, devem considerar a escola, e seu currículo, como o centro das ações." (Ulisses)

O objetivo aqui não é somente interagir com a comunidade e/ou entorno da escola, mas fazer, como disse Ulisses, que as instituições sejam centro de ações que podem auxiliar não só alunos, mas a comunidade num geral.

Um bom exemplo de atividade de interação entre escola e comunidade são os fóruns, trata-se de articular os diversos segmentos da comunidade, escolar e não-escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno de diversas temáticas, como: ética, democracia e cidadania.

O desenvolvimento dos fóruns podem levar a resoluções de problemas e intervenções viáveis, partindo do olhar da comunidade escolar e não-escolar. Além disso, o fórum pode interagir, ainda, com especialistas ou órgãos, dependendo da temática discutida.

Outro exemplo, da satisfatória integração entre escola e comunidade, são os diversos projetos realizados na favela de Heliópolis em São Paulo, que depois de tantas lutas e vencendo a visível desigualdade social, pode trazer cultura e programas que articularam o entorno das escolas, mas do que isso, tornam a escola "viva" dentro da comunidade, tornando-se, assim, parte fundamental para o desenvolvimento do bairro.










A arquitetura evidencia a desigualdade social na favela de Heliópolis.







Um dos inúmeros projetos realizado na comunidade, que conta com a participação da escola e dos moradores .
 

# Vivência
Ao assistir à estes vídeos e olhar todas estas práticas me senti feliz e triste ao mesmo tempo.
FELIZ porque pude, mais uma vez, visualizar ações reais e possíveis, não pairando os meus pensamentos em meras imaginações.
TRISTE porque infelizmente não vejo, nas escolas particulares onde tenho maior contato, qualquer interesse com o seu entorno, sinto que por vezes ficamos fadados a prestar o serviço que nos pagam e ponto.
Mas o balanço geral é positivo, pois não vejo a impossibilidade dessas ações, mas sim a falta de conhecimento da sua importância, em suma um trabalho árduo, mas que rende, comprovadamente, bons frutos.


# Bibliografia
Vídeo-aula 1: A escola e as relações com a comunidade
Vídeo-aula 2: Fórum escolar de Ética e de Cidadania
Vídeo de apoio: Heliópolis: Bairro Educador
Ministério da Educação - MEC: portal.mec.gov.br
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EnsMed/ec_apres_07.pdf